Vi que chovia, e sentia tudo rodar.
Senti Solly cair em minhas costas e depois no chão.
-Solly, levante-se. O que faremos agora?
Sem resposta.
-Solly!!!
Vi que Célia se movia... tudo entendido.
Voltei até ela, que se levantava e puxei o corpo morto de Solly.
-Célia! Meu amor, tudo bem com você? - Chorava muito, entre alegrias da volta a vida de Célia e a morte de Solly.
-Bruno? O que aconteceu? só me lembro de borros de lutas e dores... muitas cores!
Ela mantinha uma aparencia de dores... e então vi ao longe nossa casa.
Com dificuldade voamos e levamos o corpo de Solly até a casa.
-Solly, muito obrigado por tudo, e me desculpe por todas as coisas... droga!
Vi ao longe um portal se abrir no céu com dezenas de Anjos saindo de lá.
-Célia, espere aqui, explique as coisas para Anderson.
Corri e saltei num vôo manifestante de ódio.
Vi todos pararem e não me aproximei mais, com cautela.
-Olhe Bruno, meu nome é Cléro, e eu sou um Anjo da Luz, sou parte da Legião... venha, deixe-me vê-lo de perto, o Anjo que matou Hirú!
Anjos da LEGIÃO!
Fui logo dizendo e me aproximando mais:
-Olá, meu nome é Stalent, antes eu era Bru...
Dor.
Sómente tive tempo de ver um Anjo atráz de mim com meu par de asas nas mão... e cai de lá de cima.
Então é assim que as coisas terminam...
O Anjo mais talentoso, forte e último que sobreviveu foi morto em um truque tão simples... um simples segundo de descuido
-Ma-mas como?
-Sabe Talent, os Anjos mais fortes, não importam de que lado... ambos abrem portais...
Atingi o chão... e a última visão que pude ter, foi de Victor... SIM! Victor!
Havia me esquecido de Victor! Ainda existe um Anjo da Luz... e Célia!
Mesmo ela continuando a ser um Anjo, não é mais um Anjo da Morte!
Agora eu poderia morrer em paz, Victor derrotaria todos - ja via ele começando o ataque destruidor! -, e Célia e Anderson ficaria bem...
E num esforço enorme, consegui susurrar com muita dor.
-Célia... eu te amo. Me desculpe.
10 - ...
No corredor de luz Célia começava a revirar os olhos e ficar mais mole!
-Ela está morrendo Talent! Veja as asas dela!
Com minhas mão tremulas virei seu corpo magro e vi as asas com veias saltantes e um machucado enorme onde as duas se uniam.
-Hirú antes de ser atacado por você tentou matar Célia, ele sabia que ia morrer.
Não havia mais espaço para nada dentro de mim... nem para ódio por Hirú ou desespero para salvar ela, só dor.
Caímos em Cisma, agora eu chorava.
-Solly, me diz, oque eu faço para salvar Célia?! ME DIGA SOLLY! - gritava desesperado levantando o Anjo pela sua roupa.
-Bruno...
-ME DIGA! DIGA!
-Não existe um meio de salvá-la agora... só dando a vida de outro Anjo para salvá-la.
Entendi.
-Então vamos Solly, pode tirar a minha para salvar a dela!
Poderia parecer clichê, mas era isso...
-Olhe Bruno, eu precisaria passar a energia de um Anjo para outro... e...
-Vamos! Vai!, o que está esperando?!
-Você não é um Anjo Bruno.
-Como?! Veja para mim, eu sou o Anjo mais forte e talentoso que existe!
-Não, não é. Se você perder suas asas você morreria, mas não te transformei em Anjo, e sim em um ser semelhante, por isso dorme e faz coisas que um Anjo não faz...
-Droooooga!
Cai de joelhos olhando o corpo de Célia começar a se debater...
Chorei até meus olhos cansarem, e vi seu corpo morrer aos poucos, cada movimento ficando mais difícil de ser feito...
E então, ela seu rosto se virou para o lado, e todos os movimentos cessaram-se por completo.
-Ela está morrendo Talent! Veja as asas dela!
Com minhas mão tremulas virei seu corpo magro e vi as asas com veias saltantes e um machucado enorme onde as duas se uniam.
-Hirú antes de ser atacado por você tentou matar Célia, ele sabia que ia morrer.
Não havia mais espaço para nada dentro de mim... nem para ódio por Hirú ou desespero para salvar ela, só dor.
Caímos em Cisma, agora eu chorava.
-Solly, me diz, oque eu faço para salvar Célia?! ME DIGA SOLLY! - gritava desesperado levantando o Anjo pela sua roupa.
-Bruno...
-ME DIGA! DIGA!
-Não existe um meio de salvá-la agora... só dando a vida de outro Anjo para salvá-la.
Entendi.
-Então vamos Solly, pode tirar a minha para salvar a dela!
Poderia parecer clichê, mas era isso...
-Olhe Bruno, eu precisaria passar a energia de um Anjo para outro... e...
-Vamos! Vai!, o que está esperando?!
-Você não é um Anjo Bruno.
-Como?! Veja para mim, eu sou o Anjo mais forte e talentoso que existe!
-Não, não é. Se você perder suas asas você morreria, mas não te transformei em Anjo, e sim em um ser semelhante, por isso dorme e faz coisas que um Anjo não faz...
-Droooooga!
Cai de joelhos olhando o corpo de Célia começar a se debater...
Chorei até meus olhos cansarem, e vi seu corpo morrer aos poucos, cada movimento ficando mais difícil de ser feito...
E então, ela seu rosto se virou para o lado, e todos os movimentos cessaram-se por completo.
9 - Luz, perca e guerra
Solly feliz sorria - animado. Seu sorriso ficou novamente embassado quando seu corpo virava apenas uma linha de luz passando calculadamente entre os pontos pretos.
-Agora sim!
Agora a guerra se transformou tipicamente em ataque suicida, todos os Anjos vinham em nossa direção, sempre apertando o vento, socando o nada e arrancando o ar.
Meu ataque continha uma aproximação discreta de Hirú, que desmanchava seu sorriso a cada dezena eliminada.
Alguns metros...
Menos...!
AGORA!
Simplesmente como se uma bala o tivesse antingido, Hirú foi esmagado para o lado.
-Bruno!
-HAHA... uma coisa Hirú, VERME é você!
Mais pontos caiam com os ataques simplesmente perfeitos de Solly.
Eu olhava Hirú com um olhar de maníaco, ja havia perdido a tempos a noção das coisas e alguma coisa pequena que possa se comparar a piedade.
Virei brutalmente o corpo debatente de Hirú que de costas perdeu o que ainda lhe mantia vivo... as asas.
-Finalmente... agora sinto que foi por completo... nada mais pode levantar Hirú... - meus olhos enchiam de lágrimas e emoção ao ver Hirú morrer com um sorriso no rosto.
Solly ainda derrubava vários Anjos, quando olhei para tráz e vi... um Anjo da Morte que não se mexia... ficava parado, olhando para o chão, de ombros caídos... Célia!
Élmmo chegou ao seu lado e colocou as mãos sobre seu ombro, e ela deitou em seu peito.
Voei em direção dos dois, joguei Élmmo para tráz e Célia se virou para mim, um olhar morto.
Não foi ela que deitou no peito dele, ela estava simplesmente parada, mole.
Élmmo se posicionava para me atacar com toda a força, quando seu olhar ficou vazio, e caiu de frente!
Solly atráz segurava o par de asas com a mão direita e um Anjo com a mão esquerda.
Peguei Célia nos braço e gritei para Solly abrir um portal para Cisma.
Dito e feito, o buraco ja me esperava. Com um salto estava lá, acompanhado de Solly.
-Agora sim!
Agora a guerra se transformou tipicamente em ataque suicida, todos os Anjos vinham em nossa direção, sempre apertando o vento, socando o nada e arrancando o ar.
Meu ataque continha uma aproximação discreta de Hirú, que desmanchava seu sorriso a cada dezena eliminada.
Alguns metros...
Menos...!
AGORA!
Simplesmente como se uma bala o tivesse antingido, Hirú foi esmagado para o lado.
-Bruno!
-HAHA... uma coisa Hirú, VERME é você!
Mais pontos caiam com os ataques simplesmente perfeitos de Solly.
Eu olhava Hirú com um olhar de maníaco, ja havia perdido a tempos a noção das coisas e alguma coisa pequena que possa se comparar a piedade.
Virei brutalmente o corpo debatente de Hirú que de costas perdeu o que ainda lhe mantia vivo... as asas.
-Finalmente... agora sinto que foi por completo... nada mais pode levantar Hirú... - meus olhos enchiam de lágrimas e emoção ao ver Hirú morrer com um sorriso no rosto.
Solly ainda derrubava vários Anjos, quando olhei para tráz e vi... um Anjo da Morte que não se mexia... ficava parado, olhando para o chão, de ombros caídos... Célia!
Élmmo chegou ao seu lado e colocou as mãos sobre seu ombro, e ela deitou em seu peito.
Voei em direção dos dois, joguei Élmmo para tráz e Célia se virou para mim, um olhar morto.
Não foi ela que deitou no peito dele, ela estava simplesmente parada, mole.
Élmmo se posicionava para me atacar com toda a força, quando seu olhar ficou vazio, e caiu de frente!
Solly atráz segurava o par de asas com a mão direita e um Anjo com a mão esquerda.
Peguei Célia nos braço e gritei para Solly abrir um portal para Cisma.
Dito e feito, o buraco ja me esperava. Com um salto estava lá, acompanhado de Solly.
8 - ...
Ah, isso já me cansou...
-E então Talent? Pronto para o seu funeral?
Não respondi. Me virei com calma, e vi que mais e mais pontos ainda subiam, olhei calculando a distância de todos perto de mim.
Agora!
Me atirei com velocidade para os Anjos da Morte mais próximos, passei no meio de dois que nem conseguiram me ver e puxei as asas, havia mais um com os olhos arregalados por de repente eu estar ali. Menos outro, agora todos tentavam reagir, inutilmente, alguns até chegaram a acertar um soco ou um chute, mas isso não importava, eu só preciso descobrir um brecha e chegar até Solly. Hirú assistia tudo rindo, com Célia do lado esquerdo, e só virava a cabeça para me observar.
Menos vários.
Olhei que Élmmo estava com Solly, preso de uma maneira estranho - com os braços envolvendo o peito e a cintura, tirando os movimentos do braço e mais dois Anjos segurando suas pernas com outros em outras partes do corpo, Solly era forte, mas não conseguiria fugir dali.
Me atirei em Élmmo, que recuou alguns passos. Com um ótimo e bruto bater de asas consegui me livrar de todos que estavam atrás de mim, e fiquei livre para me livrar de todos que seguravam as pernas de Solly.
Foi o bastante, Solly jogou as pernas para frente e bateu as asas no rosto de Élmmo, quase lhe decapitando.
-Solly!!!
-Ótimo Bruno, muuuuuuito obrigado.
Os dois com um sorriso enorme no rosto olhávamos mais milhares de pontos negros se aproximando de nós dois.
-E então Talent? Pronto para o seu funeral?
Não respondi. Me virei com calma, e vi que mais e mais pontos ainda subiam, olhei calculando a distância de todos perto de mim.
Agora!
Me atirei com velocidade para os Anjos da Morte mais próximos, passei no meio de dois que nem conseguiram me ver e puxei as asas, havia mais um com os olhos arregalados por de repente eu estar ali. Menos outro, agora todos tentavam reagir, inutilmente, alguns até chegaram a acertar um soco ou um chute, mas isso não importava, eu só preciso descobrir um brecha e chegar até Solly. Hirú assistia tudo rindo, com Célia do lado esquerdo, e só virava a cabeça para me observar.
Menos vários.
Olhei que Élmmo estava com Solly, preso de uma maneira estranho - com os braços envolvendo o peito e a cintura, tirando os movimentos do braço e mais dois Anjos segurando suas pernas com outros em outras partes do corpo, Solly era forte, mas não conseguiria fugir dali.
Me atirei em Élmmo, que recuou alguns passos. Com um ótimo e bruto bater de asas consegui me livrar de todos que estavam atrás de mim, e fiquei livre para me livrar de todos que seguravam as pernas de Solly.
Foi o bastante, Solly jogou as pernas para frente e bateu as asas no rosto de Élmmo, quase lhe decapitando.
-Solly!!!
-Ótimo Bruno, muuuuuuito obrigado.
Os dois com um sorriso enorme no rosto olhávamos mais milhares de pontos negros se aproximando de nós dois.
7 - Não é ódio
Senti novamente o ardor nas veias... mas finalmente senti, que aquilo que sempre me alimentou em lutas... eu pensava que era ódio; mas não... é esperança? Não. É vontade... vontade de trazer Célia e Solly de volta para mim, agora eu podia sentir tudo com clareza.
-Hirú, você realmente pensa que eu vou fazer tudo isso para você? Eu já te matei uma vez, posso matar de novo, já matei Élmmo, Fleer, milhares de Anjos da Morte... você não entende que não pode exercer poder sobre mim?
Hirú sorria enquanto me ouvia,
Eu bati as asas dentro da água fervente e consegui me soltar dele jogando água em seu rosto, provavelmente fazendo queimar.
Sobrevoei de vagar alguns metros para trás, eu estava encharcado, e ainda ardia. Me posicionei em uma postura de combate para Hirú - esticando as asas e flexionando os joelhos.
Hirú me olhava agora sério, com um olhar duro e odioso, ele secou a água no rosto das as mangas do manto e disse:
-Stalent, seu verme... você pode ter derrotado todos nós... mas será que você consegue derrotar novamente? Só que todos ao mesmo tempo?! - o olhar maníaco de novo estava em sua face, ele me olhava fervorosamente e ergueu os braço para trás, fazendo uma multidão que se perdia de vista sair de trás dos morros aos nossos lados, frente e trás - até Élmmo saiu das ruínas.
Eu mantive a pose.
-Pense Bruno!!! Você pode mesmo derrotar tantos Anjos ao mesmo tempo? Pense, todos os Anjos que matou em Hirú, todos que Victor acabou de mandar e ainda está mandando? Todos os que Victor não reverteu do massacre de Fleer? Pense quantos Anjos assassinos existem aqui? Fora claro o Anjo que matou sua namoradinha e eu o Anjo da Morte mais forte que eliminou a Legião dos Anjos da Luz?!
Mais pontos pretos saíam de trás das montanhas.
-Sim! A Legião dos Anjos da Luz pode me ajudar! - gritei aliviado com essa ideia.
-Não... - risada - Foi a primeira coisa que eu fiz logo que cheguei aqui, eliminar todos os Anjos da Luz que estavam aqui... e outra coisa Bruno, você não conseguiu me atacar enquanto mantive a imagem de Célia, e você pode conseguir matar a própria??? - Hirú parou com a pergunta e levantou um braço, era um sinal, e pude ver um Anjo se aproximar... claro... quem podia ser?
Célia...
-Hirú, você realmente pensa que eu vou fazer tudo isso para você? Eu já te matei uma vez, posso matar de novo, já matei Élmmo, Fleer, milhares de Anjos da Morte... você não entende que não pode exercer poder sobre mim?
Hirú sorria enquanto me ouvia,
Eu bati as asas dentro da água fervente e consegui me soltar dele jogando água em seu rosto, provavelmente fazendo queimar.
Sobrevoei de vagar alguns metros para trás, eu estava encharcado, e ainda ardia. Me posicionei em uma postura de combate para Hirú - esticando as asas e flexionando os joelhos.
Hirú me olhava agora sério, com um olhar duro e odioso, ele secou a água no rosto das as mangas do manto e disse:
-Stalent, seu verme... você pode ter derrotado todos nós... mas será que você consegue derrotar novamente? Só que todos ao mesmo tempo?! - o olhar maníaco de novo estava em sua face, ele me olhava fervorosamente e ergueu os braço para trás, fazendo uma multidão que se perdia de vista sair de trás dos morros aos nossos lados, frente e trás - até Élmmo saiu das ruínas.
Eu mantive a pose.
-Pense Bruno!!! Você pode mesmo derrotar tantos Anjos ao mesmo tempo? Pense, todos os Anjos que matou em Hirú, todos que Victor acabou de mandar e ainda está mandando? Todos os que Victor não reverteu do massacre de Fleer? Pense quantos Anjos assassinos existem aqui? Fora claro o Anjo que matou sua namoradinha e eu o Anjo da Morte mais forte que eliminou a Legião dos Anjos da Luz?!
Mais pontos pretos saíam de trás das montanhas.
-Sim! A Legião dos Anjos da Luz pode me ajudar! - gritei aliviado com essa ideia.
-Não... - risada - Foi a primeira coisa que eu fiz logo que cheguei aqui, eliminar todos os Anjos da Luz que estavam aqui... e outra coisa Bruno, você não conseguiu me atacar enquanto mantive a imagem de Célia, e você pode conseguir matar a própria??? - Hirú parou com a pergunta e levantou um braço, era um sinal, e pude ver um Anjo se aproximar... claro... quem podia ser?
Célia...
6 - ...
Senti meu corpo sendo levantado, pelo manto que eu usava - o manto que eu peguei de um dos Anjos da Morte em Hirú -, a pessoa que me tirava parecia ter cuidado para não tocar na água.
Cada parte do meu corpo queimava, sentia uma dor insuportável... a dor foi imensamente tão grande, que algum tempo depois veio o torpor no corpo... não doía tanto.
-Veja isso... quem diria que um dia o Anjo talentoso estaria assim, prestes a morrer de novo! - Hirú flutuava sobre o lago - seus pés descalços estavam alguns centímetros sobre a água -, ele me segurava pelo manto, ainda que de propósito mantendo parte do meu corpo dentro da água.
Eu estava cansado novamente, sentia-me pesado...
-O q-que você quis dizer com... de novo? - perguntei, com a voz fraca, eu estava sufocado.
Uma risada alta e agoniante de Hirú pairou no ar antes que ele falece novamente com descrença que eu ainda não soubesse:
-Não entende Stalent? Você morreu quando passou pelo Portal Fixo. Ele tirou a sua vida... não existe um meio de voltar a viver - a não ser abrindo um portal daqui para fora -, mais só se consegue abrir o tal portal para fora se o Portal Fixo for fechado, a única maneira disso acontecer é se alguém que estava vivo fechar ele... nesse caso... foi você... e é você quem pode pode tirar alguém daqui, só você pode abrir um portal de volta...
Minha cabeça girava, eu estava com uma vertigem forte demais para responder de imediato, mas consegui por fim assentir para Hirú que me encarava, como quem entendeu.
Demorou dois segundos para perceber o que ele queria, antes que eu pudesse tomar forças para negar isso ele me interrompeu:
-Isso Talent, você sabe o que eu quero... você vai me tirar daqui, ou eu mato de novo Célia e Solly, você já deve estar sabendo que eu tenho eles pelo covarde que encontrou logo que chegou aqui... Fleer.
Não, ele só podia estar de brincadeira... não, todos só podiam estar de brincadeira... será que eu nunca conseguiria ficar novamente com Célia e Solly? Isso já estava me deixando mais nervoso...
Cada parte do meu corpo queimava, sentia uma dor insuportável... a dor foi imensamente tão grande, que algum tempo depois veio o torpor no corpo... não doía tanto.
-Veja isso... quem diria que um dia o Anjo talentoso estaria assim, prestes a morrer de novo! - Hirú flutuava sobre o lago - seus pés descalços estavam alguns centímetros sobre a água -, ele me segurava pelo manto, ainda que de propósito mantendo parte do meu corpo dentro da água.
Eu estava cansado novamente, sentia-me pesado...
-O q-que você quis dizer com... de novo? - perguntei, com a voz fraca, eu estava sufocado.
Uma risada alta e agoniante de Hirú pairou no ar antes que ele falece novamente com descrença que eu ainda não soubesse:
-Não entende Stalent? Você morreu quando passou pelo Portal Fixo. Ele tirou a sua vida... não existe um meio de voltar a viver - a não ser abrindo um portal daqui para fora -, mais só se consegue abrir o tal portal para fora se o Portal Fixo for fechado, a única maneira disso acontecer é se alguém que estava vivo fechar ele... nesse caso... foi você... e é você quem pode pode tirar alguém daqui, só você pode abrir um portal de volta...
Minha cabeça girava, eu estava com uma vertigem forte demais para responder de imediato, mas consegui por fim assentir para Hirú que me encarava, como quem entendeu.
Demorou dois segundos para perceber o que ele queria, antes que eu pudesse tomar forças para negar isso ele me interrompeu:
-Isso Talent, você sabe o que eu quero... você vai me tirar daqui, ou eu mato de novo Célia e Solly, você já deve estar sabendo que eu tenho eles pelo covarde que encontrou logo que chegou aqui... Fleer.
Não, ele só podia estar de brincadeira... não, todos só podiam estar de brincadeira... será que eu nunca conseguiria ficar novamente com Célia e Solly? Isso já estava me deixando mais nervoso...
5 - Hirú, um espelho...
Senti suas mãos percorrerem o caminho que levavam até minhas asas, ela deslizou a ponta dos dedos rapidamente até chegar a centímetros das asas.
Só foi interrompida com o meu pulo para trás, aquela não era Célia...
-Rá Rá Rá! Isso mesmo... eu não sou Célia, verme... - ela caminhou até alguns metros de mim, e vi sua forma ficar embassada, como se uma fumaça passasse na sua frente... não, como se ela fosse a fumaça!
Olhei e vi os seus cabelos curtos e castanhos se transformarem em pretos e longos, seu rosto clarear e seus olhos castanhos ficarem vermelhos... Hirú...
Alguns segundos se passaram e ele estava ali, em minha frente...
-Veja só... Talent... você mor... não... você não morreu, conseguiu chegar aqui vivo, provavelmente pelo Portal Fixo. - ele olhava sempre com o mesmo olhar estranho e maníaco.
-Sim Hirú, vim buscar Solly e Célia... - deitei a cabeça...
Quando levantei Hirú não estava mais ali... mas podia sentir alguém atrás de mim.
Me virei com rapidez e vi ele de joelhos para arrancar minhas asas. Dei um bater de asas para tirá-las de suas mão com sucesso e voei para o outro lado da sala.
-Hirú... você é tão previsível...
Como ele conseguiu ser o Anjo da Morte mais forte?!
Voei em sua direcção com rapidez e o joguei para a parede, quase quebrando.
Ele dizia com dor:
-Olha só... você sempre me surpreende! Você não tem medo de atacar o Anjo da Morte mais forte que existe...! Mas será que te coragem de... - ele se transformou em fumaças de novo, voltando a forma linda de Célia - atacar... Célia?
Meu corpo estava todo paralisado, eu sentia que mesmo não sendo... realmente não sendo Célia, eu não conseguiria atacar sua figura... eu não conseguia, não depois do que aconteceu nas ruínas no mundo dos Anjos da Morte, a cena era tudo tão igual, só algumas coisas estavam diferentes, Célia estava sem asas, do jeito que sempre foi, linda... e Élmmo estava vivo... ou morto... assistindo tudo...
Como? Como eu atacaria Célia???
Minha dúvida foi brutalmente interrompida com o ataque de Hirú que me atirou para fora das ruínas com uma tal força que parei no meio do Lago... meu corpo queimava, como fogo, igual quando toquei a água do Lago das Lágrimas, uma dor insuportável...
Só foi interrompida com o meu pulo para trás, aquela não era Célia...
-Rá Rá Rá! Isso mesmo... eu não sou Célia, verme... - ela caminhou até alguns metros de mim, e vi sua forma ficar embassada, como se uma fumaça passasse na sua frente... não, como se ela fosse a fumaça!
Olhei e vi os seus cabelos curtos e castanhos se transformarem em pretos e longos, seu rosto clarear e seus olhos castanhos ficarem vermelhos... Hirú...
Alguns segundos se passaram e ele estava ali, em minha frente...
-Veja só... Talent... você mor... não... você não morreu, conseguiu chegar aqui vivo, provavelmente pelo Portal Fixo. - ele olhava sempre com o mesmo olhar estranho e maníaco.
-Sim Hirú, vim buscar Solly e Célia... - deitei a cabeça...
Quando levantei Hirú não estava mais ali... mas podia sentir alguém atrás de mim.
Me virei com rapidez e vi ele de joelhos para arrancar minhas asas. Dei um bater de asas para tirá-las de suas mão com sucesso e voei para o outro lado da sala.
-Hirú... você é tão previsível...
Como ele conseguiu ser o Anjo da Morte mais forte?!
Voei em sua direcção com rapidez e o joguei para a parede, quase quebrando.
Ele dizia com dor:
-Olha só... você sempre me surpreende! Você não tem medo de atacar o Anjo da Morte mais forte que existe...! Mas será que te coragem de... - ele se transformou em fumaças de novo, voltando a forma linda de Célia - atacar... Célia?
Meu corpo estava todo paralisado, eu sentia que mesmo não sendo... realmente não sendo Célia, eu não conseguiria atacar sua figura... eu não conseguia, não depois do que aconteceu nas ruínas no mundo dos Anjos da Morte, a cena era tudo tão igual, só algumas coisas estavam diferentes, Célia estava sem asas, do jeito que sempre foi, linda... e Élmmo estava vivo... ou morto... assistindo tudo...
Como? Como eu atacaria Célia???
Minha dúvida foi brutalmente interrompida com o ataque de Hirú que me atirou para fora das ruínas com uma tal força que parei no meio do Lago... meu corpo queimava, como fogo, igual quando toquei a água do Lago das Lágrimas, uma dor insuportável...
4 - ...
Desci rapidamente e olhei para os lados procurando por eles... então, entrei uma coisa familiar... algumas ruínas do outro lado do Lago dos Anjos.
Voei de vagar sobre o lago de uma cor linda, um verde claro... idêntico ao Lago das Lágrimas.
Cheguei até o portão de madeira grande das ruínas... igual ao portão das ruínas de Hirú, este lugar começava a me dar medo, pois era uma mistura de todos os lugares que passei por estes tempos, Cisma, Hirú e o Paraíso da Luz...
Abri ele com facilidade... a sensação de D'javu foi incrível, quando eu vi o lugar todo escuro...
Entrei e logo ouvi... é, realmente eu estava esperando alguém falar algo quando eu entrar:
-Talent... veja só... você morreu também...
Ele saiu para o feixe de luz que se formava com a porta aberta... olhei e vi ele, Élmmo estava com uma cara abatida... cansada.
-Eu não morri para sua informação... mais você parece que ainda está morto...!!! - falei com ódio... ouvi um barulho estranho, mas não deixei que atrapalhasse meu ódio por Élmmo.
-Claro... não aguento mais ficar com ela... agora que ela está normal por que morreu... ela estava por mim... agora eu não consigo mais...!!!
Olhei para a escuridão e vi um par de olhos vermelhos, tímidos, me olhando com medo pelo meu ódio explosivo por Élmmo.
-Célia???!!! - gritei, ainda estava pasmo, não acreditava que ela estava ali... e normal!
Eu estava tão forte, que joguei Élmmo com uma batida de braço na parede esquerda das ruínas...
Corri e abracei Célia... senti o seu corpo quente e sussurrei:
-Eu te amo minha lindinha... - eu sentia como se agora eu pudesse partir, eu estava com ela de novo, eu a amava e depois de tanto esforço consegui estar com ela... em fim...
Mas meu corpo se congelou com sua resposta:
-Mas eu não te amo seu verme!
Voei de vagar sobre o lago de uma cor linda, um verde claro... idêntico ao Lago das Lágrimas.
Cheguei até o portão de madeira grande das ruínas... igual ao portão das ruínas de Hirú, este lugar começava a me dar medo, pois era uma mistura de todos os lugares que passei por estes tempos, Cisma, Hirú e o Paraíso da Luz...
Abri ele com facilidade... a sensação de D'javu foi incrível, quando eu vi o lugar todo escuro...
Entrei e logo ouvi... é, realmente eu estava esperando alguém falar algo quando eu entrar:
-Talent... veja só... você morreu também...
Ele saiu para o feixe de luz que se formava com a porta aberta... olhei e vi ele, Élmmo estava com uma cara abatida... cansada.
-Eu não morri para sua informação... mais você parece que ainda está morto...!!! - falei com ódio... ouvi um barulho estranho, mas não deixei que atrapalhasse meu ódio por Élmmo.
-Claro... não aguento mais ficar com ela... agora que ela está normal por que morreu... ela estava por mim... agora eu não consigo mais...!!!
Olhei para a escuridão e vi um par de olhos vermelhos, tímidos, me olhando com medo pelo meu ódio explosivo por Élmmo.
-Célia???!!! - gritei, ainda estava pasmo, não acreditava que ela estava ali... e normal!
Eu estava tão forte, que joguei Élmmo com uma batida de braço na parede esquerda das ruínas...
Corri e abracei Célia... senti o seu corpo quente e sussurrei:
-Eu te amo minha lindinha... - eu sentia como se agora eu pudesse partir, eu estava com ela de novo, eu a amava e depois de tanto esforço consegui estar com ela... em fim...
Mas meu corpo se congelou com sua resposta:
-Mas eu não te amo seu verme!
3 - Portal Fixo
Voei com mais dificuldade até chegar na entrada da caverna... não conseguia ver um metro para dentro, escura!
Dei o primeiro passo de vagar, aquilo me lembrava da pedra na entrada das ruínas de Hirú, que no final era de Élmmo... mas em fim entrei...
Caminhei de vagar, um passo de cada vez, sentia os músculos da perna se esticarem e retraírem de vagar, dolorosamente. Andei mais e senti uma leve curva, andei e vi um buraco brilhante no fim da caverna.
O Porta Fixo! Ele me levaria até o mundo dos Anjos e eu poderia trazer Solly e Célia de volta.
Cheguei perto dele, dos meus joelhos até alguns metros sobre minha cabeça o portal soltava um ar fresco.
Entrei.
Senti o velho frio na espinha e o barulho do ar quando o portal se fechou rapidamente atrás de mim. Andei pelo corredor luminoso, muito mais largo que os que Solly e eu fazíamos, andei de vagar e senti o chão se estremecer novamente... eu estava prestes a ser cuspido para lá!
Fechei os olhos e senti meu corpo cair, a dor só se complicou com o impacto. Abri os olhos e vi um lugar... estranho. Ele era uma mistura exacta do Paraíso da Luz e do Hirú!!!
Grama macia era misturada a areia quente do lugar, brisas abafadas e frescas se deslocavam para cá e para lá, o céu era de um por-do-sol, sem Sol. Nuvens brancas e em um degrade ia se formando vinho. Montanhas se mesclavam de preto e brancas, e árvores vivas e algumas mortas se misturavam em bosques estranhos.
-Talent???!!! - ouvi uma voz familiar assustada vindo de trás de mim, me virei e vi o resto magro, cabelos castanhos claros e as roupas cinzas... Fleer...
-Fleer?!
Então era verdade o que Victor disse, realmente todos os Anjos que morreram na Guerra vieram para cá, como ele.
-Você também morreu?! Penssei que você nunca fosse morrer, ainda mais quando encontrei o Sr. Hirú aqui... ele disse que foi você que o destruiu!!!
-Eu não morri Fleer, eu entrei pelo Portal Fixo, dentro de um buraco na montanha. Eu ainda estou vivo!!! Onde está Solly??? - não perguntei de Célia, pois certamente ele não sabia.
-Rá rá rá! Solly está com uma garota chamada Célia... mas não sei se estão em bons lençóis... olhe em sua volta Talent...
Olhei e vi milhares de Anjos da Morte voando para lá e para cá como no Hirú, não havia um Anjo da Luz se quer ali.
-O que você fez com eles?! - peguei Fleer pela gola do manto e seu olhar ficou de medo.
-Calma ae cara! Eles só estão presos perto do Sr. Hirú...
Ele foi interrompido por uma grande explosão, do céu estava caindo mais milhares de Anjos da Morte.
Victor!
Os Anjos voltaram para Cisma, os que sobraram, para atacar o último Anjo que sobrou na Terra. Mas nenhum deu conta...
-Diga!!! Onde eles estão?! - gritei furioso com Fleer.
-Aii! Eles estão perto do Lago dos Anjos, onde o Sr. Hirú está de repouso... - Fleer apontava na direcção de minhas costas.
Joguei Fleer para o chão, e vi que todos ali tinham asas... elas voltam com o tempo...
Me virei e comecei a voar rapidamente, não me importava mais para as dores, elas teria que esperar... depois podiam me corroer pro completo...
Voei rapidamente, e vi um lago imenso, muito maior que o Lago das Lágrimas...
Dei o primeiro passo de vagar, aquilo me lembrava da pedra na entrada das ruínas de Hirú, que no final era de Élmmo... mas em fim entrei...
Caminhei de vagar, um passo de cada vez, sentia os músculos da perna se esticarem e retraírem de vagar, dolorosamente. Andei mais e senti uma leve curva, andei e vi um buraco brilhante no fim da caverna.
O Porta Fixo! Ele me levaria até o mundo dos Anjos e eu poderia trazer Solly e Célia de volta.
Cheguei perto dele, dos meus joelhos até alguns metros sobre minha cabeça o portal soltava um ar fresco.
Entrei.
Senti o velho frio na espinha e o barulho do ar quando o portal se fechou rapidamente atrás de mim. Andei pelo corredor luminoso, muito mais largo que os que Solly e eu fazíamos, andei de vagar e senti o chão se estremecer novamente... eu estava prestes a ser cuspido para lá!
Fechei os olhos e senti meu corpo cair, a dor só se complicou com o impacto. Abri os olhos e vi um lugar... estranho. Ele era uma mistura exacta do Paraíso da Luz e do Hirú!!!
Grama macia era misturada a areia quente do lugar, brisas abafadas e frescas se deslocavam para cá e para lá, o céu era de um por-do-sol, sem Sol. Nuvens brancas e em um degrade ia se formando vinho. Montanhas se mesclavam de preto e brancas, e árvores vivas e algumas mortas se misturavam em bosques estranhos.
-Talent???!!! - ouvi uma voz familiar assustada vindo de trás de mim, me virei e vi o resto magro, cabelos castanhos claros e as roupas cinzas... Fleer...
-Fleer?!
Então era verdade o que Victor disse, realmente todos os Anjos que morreram na Guerra vieram para cá, como ele.
-Você também morreu?! Penssei que você nunca fosse morrer, ainda mais quando encontrei o Sr. Hirú aqui... ele disse que foi você que o destruiu!!!
-Eu não morri Fleer, eu entrei pelo Portal Fixo, dentro de um buraco na montanha. Eu ainda estou vivo!!! Onde está Solly??? - não perguntei de Célia, pois certamente ele não sabia.
-Rá rá rá! Solly está com uma garota chamada Célia... mas não sei se estão em bons lençóis... olhe em sua volta Talent...
Olhei e vi milhares de Anjos da Morte voando para lá e para cá como no Hirú, não havia um Anjo da Luz se quer ali.
-O que você fez com eles?! - peguei Fleer pela gola do manto e seu olhar ficou de medo.
-Calma ae cara! Eles só estão presos perto do Sr. Hirú...
Ele foi interrompido por uma grande explosão, do céu estava caindo mais milhares de Anjos da Morte.
Victor!
Os Anjos voltaram para Cisma, os que sobraram, para atacar o último Anjo que sobrou na Terra. Mas nenhum deu conta...
-Diga!!! Onde eles estão?! - gritei furioso com Fleer.
-Aii! Eles estão perto do Lago dos Anjos, onde o Sr. Hirú está de repouso... - Fleer apontava na direcção de minhas costas.
Joguei Fleer para o chão, e vi que todos ali tinham asas... elas voltam com o tempo...
Me virei e comecei a voar rapidamente, não me importava mais para as dores, elas teria que esperar... depois podiam me corroer pro completo...
Voei rapidamente, e vi um lago imenso, muito maior que o Lago das Lágrimas...
2 - ...
Voava com dificuldade, não tirava a minha mão esquerda do meu ombro oposto, ele ainda queimava ferozmente. Meu voo era de vagar, baixo, em algumas horas tive que me esforçar mais para não bater em partes da montanha. O gramado verde em baixo de mim, ficava cada vez mais plano.
Senti ela... ela demorou para chegar, minha velha amiga, a chuva... que esteve presente quando matei Fleer e Hirú... Élmmo foi destruído dentro das ruínas... mas, eu ainda... não sei... não sinto que me vinguei por completo!
Victor disse que o Lago das Lágrimas onde Élmmo caiu, queimava como o Lago dos Anjos, que fica onde todos os Anjos moravam antes da Guerra, ele acredita que todos os Anjos que morreram voltam para lá. E Hirú tinha descobrido isso, por isso que aumentava seu exército tão rápido...
Me lembro dos milhares de Anjos que destruí quando fui sozinho para o mundo dos Anjos da Morte... e mais outros milhares quando estávamos nós três juntos... Eu, Victor... e Solly...
Voava cada vez com mais dificuldade, meu corpo estava retraído até mesmo no ar, a chuva ainda caíra, gelada, como facas de gelo nos meus músculos exaustos e mal-tratados. Houve um grande esforço físico em todas as lutar e caminhos, e mal consegui dar tempo para meu corpo e asas descansarem... agora eu sentia os resultados. A última vez que consegui dormir foi quando trazemos todos os Anjos que foram transformados por Fleer na França. E fui acordado para um pesadelo... Solly tinha sido pego por um Anjo assassino que se misturou com as vítimas de Fleer, assim me levou ao Hirú.
Meus pensamentos foram interrompidos quando levantei a cabeça e vi uma montanha menor, com uma caverna mais puxada para o lado direito... ali... ali era a Caverna do Portal
Senti ela... ela demorou para chegar, minha velha amiga, a chuva... que esteve presente quando matei Fleer e Hirú... Élmmo foi destruído dentro das ruínas... mas, eu ainda... não sei... não sinto que me vinguei por completo!
Victor disse que o Lago das Lágrimas onde Élmmo caiu, queimava como o Lago dos Anjos, que fica onde todos os Anjos moravam antes da Guerra, ele acredita que todos os Anjos que morreram voltam para lá. E Hirú tinha descobrido isso, por isso que aumentava seu exército tão rápido...
Me lembro dos milhares de Anjos que destruí quando fui sozinho para o mundo dos Anjos da Morte... e mais outros milhares quando estávamos nós três juntos... Eu, Victor... e Solly...
Voava cada vez com mais dificuldade, meu corpo estava retraído até mesmo no ar, a chuva ainda caíra, gelada, como facas de gelo nos meus músculos exaustos e mal-tratados. Houve um grande esforço físico em todas as lutar e caminhos, e mal consegui dar tempo para meu corpo e asas descansarem... agora eu sentia os resultados. A última vez que consegui dormir foi quando trazemos todos os Anjos que foram transformados por Fleer na França. E fui acordado para um pesadelo... Solly tinha sido pego por um Anjo assassino que se misturou com as vítimas de Fleer, assim me levou ao Hirú.
Meus pensamentos foram interrompidos quando levantei a cabeça e vi uma montanha menor, com uma caverna mais puxada para o lado direito... ali... ali era a Caverna do Portal
1 - Dor
Estava voando com todas as forças... mas meu corpo estava começando a ficar pesado, cansado, usei muita força... lembro que Solly me disse que os Anjos não sentiam fome ou sono... mas por que eu dormia? Por que eu desmaiava? Por que eu sentia sono?
Minhas asas começaram a diminuir o ritmo das batidos, fazendo assim eu perder altitude... caí
Senti meu corpo se chocar com o chão gramado de Cisma... eu já me tornara um Anjo experiente...
Me virei e fiquei olhando o céu, sentindo cada gota da chuva que batia em meu corpo coberto por um manto preto.
Como tudo se passou rápido... como minha vida mudou rapidamente...
Mas eu não posso ficar aqui pensando na vida! Eu preciso trazer Célia e Solly de volta!
Me levantei e senti o corpo pesado novamente, estiquei as asas, senti uma fisgada em seus músculos... esforcei muito o músculo das asas por voar tantas vezes rápido e longas distâncias...
Levantei o braço em direcção para amenizar a dor e senti outra fisgada no braço, ele ficou imóvel, me ajoelhei no chão, e senti outras fisgadas nas pernas e no outro braço... meu corpo estava exausto, sentia ele tremer se retraindo para as dores pararem.
Apaguei.
Senti meu corpo ainda doer, resolvi ir andando de vagar.
Andei por horas, até chegar na beira da montanha. Aqui eu tinha que voar, cada músculo do meu corpo ainda sentia dor mas não havia outro modo.
Estiquei as asas ouvindo ela estalar. Dei a primeira bateria de batidas de asas, a dor ardia como um ferro em brasas, mas a vontade de continuar era maior... depois de dores e esforços vi que cheguei ao topo da montanha, e avistei um campo enorme de morros e mais montanhas...
Levei o braço até minhas asas e comecei uma massagem desajeitada, para amenizar o ardor, por que agora eu tinha certeza... agora vou ter que voar.
Minhas asas começaram a diminuir o ritmo das batidos, fazendo assim eu perder altitude... caí
Senti meu corpo se chocar com o chão gramado de Cisma... eu já me tornara um Anjo experiente...
Me virei e fiquei olhando o céu, sentindo cada gota da chuva que batia em meu corpo coberto por um manto preto.
Como tudo se passou rápido... como minha vida mudou rapidamente...
Mas eu não posso ficar aqui pensando na vida! Eu preciso trazer Célia e Solly de volta!
Me levantei e senti o corpo pesado novamente, estiquei as asas, senti uma fisgada em seus músculos... esforcei muito o músculo das asas por voar tantas vezes rápido e longas distâncias...
Levantei o braço em direcção para amenizar a dor e senti outra fisgada no braço, ele ficou imóvel, me ajoelhei no chão, e senti outras fisgadas nas pernas e no outro braço... meu corpo estava exausto, sentia ele tremer se retraindo para as dores pararem.
Apaguei.
...
Acordei assustado, preciso correr!Senti meu corpo ainda doer, resolvi ir andando de vagar.
Andei por horas, até chegar na beira da montanha. Aqui eu tinha que voar, cada músculo do meu corpo ainda sentia dor mas não havia outro modo.
Estiquei as asas ouvindo ela estalar. Dei a primeira bateria de batidas de asas, a dor ardia como um ferro em brasas, mas a vontade de continuar era maior... depois de dores e esforços vi que cheguei ao topo da montanha, e avistei um campo enorme de morros e mais montanhas...
Levei o braço até minhas asas e comecei uma massagem desajeitada, para amenizar o ardor, por que agora eu tinha certeza... agora vou ter que voar.
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